Fachada do edifício sede do Superior Tribunal
de Justiça (STJ). Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O russo Sergey Vladimirovich Cherkasov está sendo investigado por crimes de espionagem, lavagem de dinheiro e corrupção e atualmente se encontra preso. A presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Maria Thereza de Assis Moura, decidiu pela manutenção da prisão preventiva do acusado, rejeitando um recurso que pedia sua soltura.
A defesa argumenta que a prisão é excessiva, uma vez que já dura mais de 460 dias, porém a ministra ressaltou que a extrapolação dos prazos processuais não é motivo suficiente para justificar a revogação da prisão preventiva. Cherkasov foi preso em abril de 2022, após tentar entrar na Holanda com um passaporte brasileiro falso. Segundo as investigações, o acusado vivia no Brasil há mais de dez anos utilizando diversos documentos falsos para entrar e sair do país.
Antes de ser preso, ele planejava entrar na Holanda para um suposto estágio no Tribunal Penal Internacional em Haia, após o início da guerra na Ucrânia. No Brasil, Cherkasov foi condenado a 15 anos de prisão por uso de documentos falsos, sentença da qual ele recorreu. A defesa argumenta que a prisão preventiva não é justificada, porém a presidente do STJ considera o processo em andamento regular.