Na manhã desta segunda-feira (24), a primeira fase da Operação Élpis foi deflagrada, resultando na prisão de um suspeito das mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorridas em março de 2018, no Rio de Janeiro. O indivíduo preso é um bombeiro identificado como Maxwell Simões Correa.
De acordo com informações iniciais da Polícia Federal, divulgadas pelo jornal O Globo, o suspeito teve um mandado de prisão preventiva cumprido. As investigações do duplo homicídio estão em andamento, e os agentes devem cumprir mais sete mandados de busca em diferentes locais da cidade do Rio e na Região Metropolitana.
O crime que chocou o país ocorreu em 14 de março de 2018, quando a vereadora Marielle Franco, eleita no pleito de 2016, foi morta a tiros logo após sair de um encontro de mulheres negras no bairro da Lapa, na capital fluminense. Marielle, com apenas 38 anos, teve o carro interceptado e alvejado por volta das 21h30, no bairro Estácio. O motorista Anderson Gomes também foi atingido pelos disparos e ambos não sobreviveram aos ferimentos.
A seguir, apresentamos uma cronologia dos principais eventos relacionados ao caso:
14 de março de 2018: Marielle Franco e Anderson Gomes são assassinados.
15 de março de 2018: Giniton Lages assume a Delegacia de Homicídios do Rio e fica encarregado do caso.
21 de março de 2018: O MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) seleciona um grupo de promotores para a apuração do crime.
01 de setembro de 2018: O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ) entra no caso, e ocorre a primeira troca de promotores do MPRJ.
25 de setembro de 2018: Orlando Curicica, detido no Presídio Federal de Mossoró por crimes ligados à milícia, menciona o 'Escritório do Crime' para os investigadores. Uma testemunha cita o vereador Marcello Siciliano como suposto envolvido na morte de Marielle. Siciliano é preso, mas seu envolvimento é descartado posteriormente.
11 de outubro de 2018: As investigações do MPRJ identificam o biotipo do executor do crime e rastreiam novos locais por onde circulou o carro usado no crime.
11 de março de 2019: A primeira fase de investigações é concluída, e Ronnie Lessa e Élcio Queiroz são denunciados por homicídio doloso.
12 de março de 2019: Élcio de Queiroz e Ronnie Lessa são presos no Rio de Janeiro.
25 de março de 2019: Giniton Lages é substituído por Daniel Rosa na Delegacia de Homicídios do Rio.
23 de maio de 2019: A Polícia Federal aponta que foram dados depoimentos falsos para dificultar a solução dos homicídios.
11 de setembro de 2019: A então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, solicita a federalização das investigações.
10 de março de 2020: A Justiça do Rio determina que Ronnie Lessa e Élcio Vieira de Queiroz sejam levados a júri popular.
27 de maio de 2020: O Superior Tribunal de Justiça (STJ) nega a federalização das investigações.
17 de setembro de 2020: O delegado Daniel Rosa deixa o caso, e Moisés Santana assume o cargo.
05 de julho de 2021: Ocorre a terceira troca na Delegacia de Homicídios: Moisés Santana é substituído por Edson Henrique Damasceno.
02 de fevereiro de 2022: A quarta troca é realizada: Edson Henrique Damasceno é substituído por Alexandre Herdy.
30 de agosto de 2022: O Supremo Tribunal Federal (STF) nega recursos das defesas de Ronnie Lessa e Élcio Vieira, mantendo a decisão sobre o julgamento pelo júri popular.
22 de fevereiro de 2023: O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, anuncia a abertura de um inquérito pela Polícia Federal para investigar os assassinatos.
04 de março de 2023: O Ministério Público do Rio define novos promotores para o caso Marielle Franco.
As investigações sobre esse crime de grande repercussão continuam em curso, e a prisão do bombeiro suspeito representa um passo importante para a busca por justiça e esclarecimento dessas mortes que causaram comoção em todo o país.
