O ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, um dos envolvidos no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, será transferido para um presídio estadual não divulgado. Além disso, sua família também receberá proteção. Essas medidas foram tomadas após Élcio prestar detalhes sobre os crimes em uma delação premiada para a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ).
Em uma entrevista concedida por Natuza Nery, o jornalista da TV Globo Mahomed Saigg, que teve acesso à delação de Élcio de Queiroz, revelou que o ex-PM esperava ser absolvido por falta de provas, mas decidiu fazer a delação quando percebeu que o cerco estava se fechando, à medida que surgiam novas evidências que o incriminavam.
De acordo com a PF, Élcio decidiu fazer a delação devido à quebra de confiança. "Élcio de Queiroz e Ronnie Lessa estavam muito confiantes em manter um pacto de silêncio. No entanto, quando a Polícia Federal apresentou a Élcio provas de que Ronnie não havia contado toda a verdade sobre o caso, Élcio percebeu que ele próprio teria problemas", disse Saigg.
"Aquilo em que ele tinha esperança - de ser absolvido ou de não haver provas suficientes para condenação - foi desfeito... Foi a partir desse momento, diante das evidências apresentadas, que ele decidiu falar", concluiu Mahomed.
Élcio, que dirigiu o veículo Cobalt prata utilizado no atentado contra Marielle em 14 de março de 2018, está detido desde 2019. Na mesma ocasião, o ex-policial reformado Ronnie Lessa, autor dos disparos que resultaram na morte da vereadora do PSOL e de Anderson Gomes, também foi preso. As informações foram divulgadas pelo g1.
