Candidato a presidente da República em 2021, José Antonio Kast critica o texto: 'Não trata dos problemas reais do país'
A Constituinte do Chile entrega o texto final da nova Carta Magna ao presidente Gabriel Boric nesta segunda-feira, 4. Contudo, o documento não tem apoio popular suficiente, segundo as mais recentes pesquisas de opinião do país. A população vai dar o veredito no início de setembro.
Segundo levantamento do instituto Mori publicado na semana passada, 42% dos chilenos hoje rejeitam a Carta, e 38% a aprovam. Há 9% de indecisos e 11% que pretendem se abster. A pesquisa mais recente da Cadem mostra diferença maior, com 51% de rejeição e 33% de aprovação, e 16% de indecisos.
Para grande parte dos chilenos, a Constituinte priorizou causas particulares e foi alheia ao sentimento geral, ao destacar pautas de esquerda. José Antonio Kast, ex-candidato a presidente do Chile, critica o novo texto. Em entrevista a Oeste, Kast disse que a “Carta Magna não trata dos problemas reais do país”.
“Esperamos que os cidadãos rejeitem a atual proposta da Constituinte do Chile”, disse Kast. “A maioria dos chilenos quis mudanças constitucionais, mas não essas que hoje levariam o país a um fracasso semelhante ao experimentado por outras nações com mudanças parecidas.”
