Pré-candidato do Novo à Câmara dos deputados foi cercado por manifestantes de esquerda e relatou ter sofrido agressões
O vereador de São Paulo Fernando Holiday (Novo) foi impedido de fazer uma palestra sobre cotas raciais e financiamento de universidades públicas na Unicamp, em Campinas (SP), na última quarta-feira, 29. O pré-candidato a deputado federal foi cercado por ativistas de esquerda dentro do campus e acabou desistindo de participar do evento.
Holiday estava acompanhado de Leo Siqueira e Lucas Pavanato, pré-candidatos do mesmo partido para a Assembleia Legislativa de São Paulo. Defensores da revisão do sistema de cotas, os representantes do Novo foram cercados e chamados de “fascistas”.
Em depoimento sobre o episódio, Holiday identificou os manifestantes da Unicamp como simpatizantes do PT e do ex-presidente Lula.
“Fui hoje na Unicamp com Lucas Pavanato para palestrar com o Leo Siqueira sobre cotas e financiamento estudantil. Fomos recepcionados por vândalos da extrema-esquerda, defensores de Lula e companhia. Nos agrediram e expulsaram do campus. É para isso que o PT quer voltar ao poder”, comentou Holiday nas redes sociais.
O integrante do Partido Novo ainda registrou em vídeo o momento em que foi cercado pelos manifestantes na Unicamp, denunciando supostas agressões e tentativas de tomada de seu telefone celular.
Leo Siqueira também se manifestou por meio de sua conta no Twitter. “Imaginem se fosse o contrário? Alguém de esquerda ir falar em uma universidade e o pessoal pró-mercado receber eles assim?”, comentou.
Novo se manifesta
O Partido Novo se manifestou sobre o episódio com Fernando Holiday na Unicamp por meio de nota nas redes sociais.
“O Novo condena veementemente a atitude truculenta dos manifestantes que agrediram e impediram a participação dos pré-candidatos do partido, Cris Oliveira, Fernando Holiday, Leo Siqueira e Lucas Pavanato, em um evento organizado pela União, Juventude e Liberdade na Unicamp.
O ambiente acadêmico deveria ser aberto à pluralidade de ideias, onde cordialidade e respeito ao contraditório deveriam prevalecer. O partido se solidariza com seus membros e espera que a Unicamp tome as devidas providências para evitar que episódios assim se repitam.”
Até este momento, a Unicamp não se manifestou sobre o episódio em suas dependências.