Membros da Otan, os governos polonês e búlgaro já esperavam a decisão de Moscou
A empresa estatal russa de energia, a Gazprom, suspenderá o fornecimento de gás a partir de quarta-feira 27 à Polônia e à Bulgária, informaram os dois países nesta terça-feira, 26. No entanto, eles descartam risco de escassez. A medida é considerada retaliação, devido às sanções do Ocidente contra a Rússia.
“Hoje, a Bulgargas EAD recebeu uma notificação de que os fornecimentos da Gazprom Export serão suspensos a partir de 27 de abril de 2022”, informou o Ministério da Economia búlgaro.
“A Gazprom informou à PGNiG (companhia petrolífera polonesa) sobre sua intenção de suspender completamente o fornecimento no âmbito do contrato Yamal (…) em 27 de abril”, informou a empresa polonesa de gás.
Apesar do corte, Polônia e Bulgária, membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e da União Europeia, asseguraram que não haverá escassez, pois se prepararam para obter de outras fontes o gás que faltar.
“Não haverá escassez de gás nos lares poloneses”, disse no Twitter a ministra do Clima, Anna Moskwa. “Desde o primeiro dia da guerra, declaramos que estamos preparados para a plena independência das matérias-primas russas”, acrescentou.
O governo búlgaro declarou, por sua vez, que havia realizado “ações para encontrar acordos alternativos para o fornecimento de gás natural”. Também não está prevista nenhuma medida restritiva de consumo.
“A parte búlgara cumpriu plenamente suas obrigações e efetuou todos os pagamentos exigidos no contrato em seu devido tempo”, disse o governo da Bulgária após o anúncio da Gazprom.
A medida por parte do Kremlin ocorre depois de o governo russo avisar que os abastecimentos de gás seriam interrompidos se não fossem pagos em rublos a partir de contas russas.
A Rússia garantiu que o preço do gás seria mantido na moeda dos contratos atuais, quase sempre em euros ou dólares, e que os clientes teriam de fazer uma simples operação de câmbio na Rússia.
