Bolsonaro pergunta a Tedros Adhanom origem do coronavírus

Tedros Adhanom Ghebreyesus/Twitter

Em uma conversa informal com o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom , o presidente Jair Bolsonaro perguntou, de forma descontraída, qual é a origem do coronavírus.

“Ainda estamos estudando. Nós precisamos saber. É muito importante”, respondeu Adhanom. O presidente brasileiro seguiu: “Boa resposta”.

O vídeo da reunião com o diretor-geral da OMS, realizada na manhã de hoje, foi publicada por Bolsonaro nas redes sociais. Também participaram do encontro o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e o ministro das Relações Exteriores, Carlos França. 

Em sua conta oficial do Twitter, Tedros escreveu: “Conheci o presidente Presidente Jair Bolsonaro no G20 e reiterei o compromisso da OMS de apoioar o Brasil na resposta à covid-19. Discutimos o potencial do Brasil para a produção local de vacinas e terapêuticas, o que também poderia atender às necessidades da América Latina e do mundo”.

Gazeta Brasil

Baladas, shows e 100% do público em estádios voltam sem restrições em SP nesta segunda

Show do rapper Criolo no Palco Júlio Prestes da 
Virada Cultural de São Paulo. Rovena Rosa/Agência Brasil

Uso de máscara em qualquer ambiente e comprovante de vacinação continuam obrigatórios.

A partir desta segunda-feira (1°),chegam ao fim as restrições determinadas pelo governo de São Paulo durante a pandemia da covid-19. Os últimos eventos que estavam proibidos estão liberados: os shows com público em pé, as pistas de danças e a volta de 100% de torcidas em estádios de futebol.

A quarentena imposta pelo governo Doria começou no dia 24 de março de 2020. Naquela época, 30 pessoas haviam morrido vítimas do coronavírus. Durante os 587 dias que duraram o Plano São Paulo, o governo foi prorrogando e flexibilizando as regras.

A partir desta segunda, as únicas regras obrigatórias no Estado são o uso de máscara e a apresentação do chamado “passaporte da vacina” — um certificado de vacinação contra a covid-19 — em eventos que contem com a participação de 500 pessoas ou mais. 

Gazeta Brasil

Brasil sediará reunião de líderes do G20 em 2024

Foto: PR

É a primeira vez que o Brasil é escolhido como anfitrião para uma cúpula de líderes do G20

O Brasil sediará o evento anual de presidentes e primeiros-ministros do G20, grupo das 20 maiores economias do planeta, em 2024. O comunicado foi feito durante a divulgação do documento final da reunião do grupo, que encerrou hoje (31) em Roma.https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1426212&o=nodehttps://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1426212&o=node

A cidade brasileira para sede do encontro ainda não foi decidida. Esta é a primeira vez que o Brasil é escolhido como anfitrião para uma cúpula de líderes do G20 desde a criação do grupo, em 1999. Em 2008, aconteceu  um encontro de ministros das Finanças do G20 em São Paulo.

No próximo ano, a reunião de líderes do G20 ocorrerá na ilha de Bali, na Indonésia. Em 2023, a sede será Nova Délhi, na Índia.

 Gazeta Brasil

Tiroteio interrompe partida de futebol em Macaé; veja vídeo

Jogadores e arbitragem se protegeram durante o tiroteio
Reprodução/Youtube Jovem Pan Esportes 

Barulho dos tiros assustou jogadores do Serra Macaense e Carapebus no estádio Moacyrzão

Um tiroteio interrompeu o jogo de futebol entre Serra Macaense e o Carapebus na tarde deste domingo, 31, em Macaé, no Rio de Janeiro. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que o goleiro do Carapebus, Guilherme, estava sendo atendido no gramado, quando começa o barulho dos tiros e os jogadores correm para se proteger. Em nota, o Serra Macaense informou que o jogo foi interrompido para preservação da integridade dos atletas e demais cidadãos envolvidos na partida. O clube afirmou que o tiroteio ocorreu do lado de fora do estádio Moacyrzão, que fica próximo a comunidade Nova Holanda, e que uma partida do time feminino, que ocorreria em seguida, foi cancelada. “O Serra Macaense Futebol Clube informa que o jogo da equipe Sub-20 diante do Carapebus, válido pelo Estadual da categoria foi interrompido aos 29 minutos da etapa complementar, ainda com 0x0 no placar, para preservação da integridade dos atletas e demais cidadãos envolvidos na partida, face os acontecimentos em torno do estádio Moacyrzão”, diz o comunicado. “A diretoria aguarda o pronunciamento da FERJ [Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro] para adequação da tabela de ambas as categorias”, completou.

Assista ao vídeo:

Por Jovem Pan

Roubos de celulares voltam a crescer com flexibilização, movimentam a polícia e amedrontam a população

O advento do Pix, a digitalização das transações e
 aumento da capacidade de movimentações financeiras
chamaram a atenção dos bandidos.
Johnny Morais/Futura Press/Estadão Conteúdo - 09/09/2021

Aumento da circulação de pessoas nas ruas atrai os criminosos; autoridades apostam no setor de inteligência para coibir venda de aparelhos roubados

O roubo e o furto de celulares são crimes difíceis de controlar: podem ser executados de forma rápida, tanto na abordagem quanto na fuga, e estão espalhados por todos os cantos de São Paulo. A restrição de circulação durante a pandemia fez com que os números despencassem, mas, agora, essa modalidade criminal volta a aumentar na capital com o retorno das atividades econômicas ao ritmo comum. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado, entre janeiro e agosto de 2019, todos os meses tiveram mais de 10 mil registros de boletins de ocorrência por roubos de celulares na capital. Os números caminhavam de forma parecida até março de 2020, mas despencaram pela metade em abril e maio, quando a quarentena começou, tendo um ligeiro aumento nos meses seguintes. Em 2021, os registros do período entre janeiro e março caíram em relação aos do ano anterior. Porém, nos meses seguintes, acompanhando o avanço da vacinação e queda das mortes por Covid-19, as estatísticas sobre roubos e furtos de telefones móveis voltaram a crescer. Em agosto de 2021, o mês mais recente com os dados disponíveis, houve 1.837 registros de roubos e 2.883 de furtos a mais em relação ao mesmo mês de 2020.

Casos ouvidos pela Jovem Pan demonstram bem como o aumento da circulação impacta nesse crime. A assistente jurídica Amanda Serroni, de 24 anos, foi furtada em agosto, enquanto estava em uma rua de Pinheiros (zona oeste de São Paulo) cheia de bares e baladas. “Eu tinha acabado de colocar o celular no bolso. Uma mulher esbarrou em mim e um cara pegou. Eles não saíram correndo, porque é uma rua fechada. Na mesma hora eu fui atrás e falei: ‘Você pegou meu celular’. Ele foi me entregando, dizia que pegou no chão. Um segurança de um dos bares viu e levou o rapaz para a polícia”, relata. Ela contou ter visto na mesma noite algumas mulheres fugindo de algo. Quando passou por elas, ouviu que era um assalto. A jovem não se sente mais segura como antes. Tanto é que não voltou a nenhum estabelecimento da região e deu preferência a lugares fechados como restaurantes.

Patrick Silva, jornalista de 22 anos, tem uma história parecida. “Estava pedindo Uber perto da estação Portuguesa-Tietê para encontrar com alguns amigos na Barra Funda (zona oeste), à noite. “Dois sujeitos passaram de bicicleta e pegaram meu celular. Uma mulher tentou ir atrás, mas não conseguiu alcançar. Outra senhora me emprestou o celular dela para pedir o Uber e voltar para casa”, conta. “Desde então, eu me sinto inseguro quando ando na rua, olhando para os lados. Sempre suspeito das pessoas, evito pegar o celular na rua. É a sensação de que pode acontecer a qualquer momento. E, se acontecer, eu não vou poder fazer nada”. Caso mais violento foi vivenciado em abril pela tradutora Milena Almeida, de 23 anos, na zona leste da capital. “Estava voltando para casa do trabalho, já perto do condomínio onde moro, perto do Parque do Carmo, quando apareceram dois caras numa moto. O que estava atrás e portava uma arma parecia uma criança, algo em torno de 11 anos. Isso foi algo que mexeu bastante comigo e me deixou muito mais insegura, embora eu nunca tivesse me sentido realmente tranquila andando na cidade.”

Em entrevista à Jovem Pan, o delegado Albano David Fernandes, do Decap (Departamento de Polícia Jurídica da Capital) destaca os esforços da polícia para tentar evitar o crime através da ação na “outra ponta”: a venda dos celulares. No último dia 28 de setembro, Fernandes comandou uma megaoperação da Polícia Civil que prendeu 320 pessoas e apreendeu 1.680 aparelhos. “Os crimes patrimoniais sempre são alimentados por quem comercializa esses produtos. Os fomentadores são os receptadores. Logicamente, a polícia ostensiva também flagra esses ladrões, e é função da Polícia Civil prendê-los. Mas temos que usar formas inteligentes, a investigação, para atacar receptadores e diminuir a incidência de furtos e roubos”, explica o delegado. O número de latrocínios indica que também há um crescimento na violência, embora em números menores que 2019, período pré-pandêmico. Em todo o ano de 2019, foram 64 latrocínios; no ano passado, 46; até meados de outubro deste ano, 44, de acordo com informações fornecidas pela delegada Erica Campos, também do Decap. Ou seja, é praticamente certo que este ano vai superar 2020.

“A atuação em campo visita esses estabelecimentos [de vendas e conserto de celulares], principalmente no centro. Nós observamos a movimentação de pessoas. Se chegamos numa loja em que o indivíduo trabalha com celulares, verificamos aparelho por aparelho através do IMEI [número de identificação existente em todo celular]. Se for roubado, é necessário que a pessoa tenha feito um boletim de ocorrência para podermos rastrear o aparelho. Se houver dúvida, não estiver na lista de celulares roubados, mas o comerciante também não conseguir provar que a procedência foi legal, nós apreendemos para verificação”, conta Fernandes. Segundo ele, foi possível identificar até outros crimes e bloquear uma transferência de R$ 150 mil que havia sido feita para a conta de um criminoso através de aplicativos bancários. Foi a quarta de uma série de operações, e novas rodadas deverão ser realizadas no futuro.

Tecnologia atraiu criminosos

Dennis Pacheco, pesquisador do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ressalta que a criação do Pix, em 2020, pode ter estimulado esse tipo de crime. “Roubo e furto de celulares são crimes de oportunidade. Então, o aumento da circulação tende a implicar no aumento dessas oportunidades. Mas há toda uma dinâmica que interfere: o advento do Pix, a digitalização das transações e aumento da capacidade de movimentações financeiras. Tudo isso acabou aumentando o valor agregado do aparelho, de forma que existe uma nova valoração dele dentro dos mercados criminais”, analisa Pacheco. A responsabilidade de evitar os crimes recai principalmente no setor de segurança. “Não somente através da capacidade de ação no policiamento ostensivo, mas principalmente no setor de inteligência, para entender como se articulam essas redes de revenda”, acrescentou o pesquisador.

Pacheco ainda cita que é difícil para o consumidor identificar um aparelho que seja fruto de um crime, correndo o risco de alimentar a rede e ainda se tornar um receptador. “[É recomendado] Apenas se comprar aparelhos novos, em lojas físicas ou virtuais”, aconselhou o pesquisador. Já o delegado Albano pede que as pessoas prestem atenção em alguns sinais que podem indicar a origem inadequada. “É importante que as pessoas não façam negociações com preço muito abaixo do valor de mercado nem comprem celulares usados sem saber a procedência”, diz. Assim como a polícia fortalece a vigilância sobre os roubos e furtos, os criminosos acham maneiras de burlá-la: apagam o IMEI e tentam cadastrar um novo; desmontam e revendem as peças para assistências técnicas; e chegam a levar aparelhos para o Paraguai para despistar as forças de segurança e evitar apreensões.

Por Luis Filipe Santos

Quadrilha morta em MG carregava 17 fuzis e mais de 5.000 munições

Material apreendido dá ideia da organização da quadrilha
 morta em Varginha (MG). 
DIVULGAÇÃO/ PM

Criminosos são suspeitos de realizar os mega-assaltos de Araçatuba (SP), Criciúma (SC) e Uberaba (MG)

O material apreendido neste domingo (31) pela Polícia Militar de Minas Gerais dá mostras da complexidade da quadrilha formada por pelo menos 25 criminosos, mortos em tiroteio com policiais, em Varginha, no sul de Minas. Segundo levantamento, os bandidos possuíam 17 fuzis e mais de 5.000 munições.

Na contagem, organizada pela PM e pela PRF (Polícia Rodoviária Federal), são um fuzil calibre 50, dois 7.62/39 e 14 fuzis 5.56. Entre as armas, foram apreendidas ainda três calibre 12, três 380 e três nove milímetros (sendo uma delas com kit rajada).

As munições também mostram um pouco mais do poderio da quadrilha, que teria sido autora dos mega-assaltos ocorridos em Araçatuba (SP), Criciúma (SC) e Uberaba (MG). Segundo o tenente-coronel do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), Rodolfo Fernandes, que comandou a operação, a quadrilha tem “a mesma assinatura”.

"Um aspecto que chama a atenção, em Araçatuba: os veículos foram pintados de preto. Um dos veículos nessa ação de hoje estava sendo pintado com tinta preta em spray, algo muito parecido com a ação de Araçatuba."

Entre o material apreendido pela polícia, há ainda 116 carregadores, explosivos diversos, 22 capas de coletes, 12 pares de colete balístico, um capacete balístico, 12 galões de gasolina de 18 litros, quatro galões de diesel de 100 litros, entre outros equipamentos.

Do R7

‘Foi dada a resposta necessária’, diz porta-voz da PM após operação que deixou 25 mortos em Varginha

Capitã Layla Brunella detalhou operação
 em entrevista à Jovem Pan News


Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal interceptaram quadrilha que planejava um assalto a bancos na cidade

A porta-voz da Polícia Militar de Minas Gerais, Capitã Layla Brunella, detalhou a operação que terminou com a morte de 25 suspeitos em Varginha, no interior do Estado, neste sábado, 31. Em entrevista ao Headline News, da Jovem Pan, ela explicou que a quadrilha planejava um assalto a banco no estilo novo cangaço nos próximos dias. A ação teve o apoio da Polícia Rodoviária Federal e do Batalhão de Operações Especiais da Polícia. “Os nossos serviços de inteligência monitoraram essas quadrilhas de maneira conjunta e chegaram a um denominador comum da possibilidade de ocorrência desse delito”, afirmou. “Nós fomos recebidos a tiros em dois pontos diferentes aqui na cidade de Varginha e foi dada a resposta necessária para conter essa agressão. Lembrando que a gente tem essa preocupação com a vida do cidadão de bem, que seria –  provavelmente durante a noite ou nos próximos dias – alvo da ação desses criminosos”, declarou a porta-voz. “Os nossos agentes agiram de pronto, com todas as informações da inteligência, e impediram que uma barbárie, como já aconteceu em outros Estados, se repetisse aqui em Minas”, completou. A capitã Layla Brunella informou que, além do armamento pesado, foi encontrado um grande número de galões de combustível e explosivos, que serão detonados no local onde os suspeitos estavam localizados. Segundo a PM, nenhum agente foi ferido na ação.

Por Jovem Pan

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